quarta-feira, 15 de abril de 2020

Não nascemos todos Samurais


Certa vez eu aprendi que um Haikai é um pequeno poema. O samurai, antes de praticar o seppuku (ritual de honra quando o samurai perdia um combate, suicidando-se em seguida), escrevia um último e breve poema para então se entregar à morte.

Às vezes penso em como é precioso poder dar ao mundo sua última contribuição de beleza ante de se despedir para os outros jardins. Quanto gracejo às portas da grande passagem. Mas, nem todos nascemos samurais. Nem todos teremos a oportunidade de nos despedirmos. Enfim, nunca estamos preparados.

Logo, pelo sim e pelo não, deveríamos escrever um Haikai a cada vão momento, pois, por mais simples que tal momento pareça, jamais saberemos quando será o último.

Até a próxima!

terça-feira, 14 de abril de 2020

Sentado, calado, rezando.
Pedindo a Deus, quem sabe, a cura,
brandura, candura, ternura.
Que limpe tudo antes do inverno
para que o purgatório seja terno
e não se transforme em inferno.
Basta deste sofrimento!
Será que peço a contento
que o povo  receba o alento?
E então me entrego à poesia.
O que achas mais que eu faria?
A quarentena seguia e eu aqui
na esperança de um novo dia.

Não nascemos todos Samurais

Certa vez eu aprendi que um Haikai é um pequeno poema. O samurai, antes de praticar o seppuku (ritual de honra quando o samurai perdia u...