Sentado, calado, rezando.
Pedindo a Deus, quem sabe, a cura,
brandura, candura, ternura.
Que limpe tudo antes do inverno
para que o purgatório seja terno
e não se transforme em inferno.
Basta deste sofrimento!
Será que peço a contento
que o povo receba o alento?
E então me entrego à poesia.
O que achas mais que eu faria?
A quarentena seguia e eu aqui
na esperança de um novo dia.
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